segunda-feira, 7 de abril de 2008

026 - 2 desenhos do meu filho Nelson.


Caros leitores,
Meu filho Nelson foi meu aluno como antes fora seu irmão André. Em agosto de 92 ele ainda não tinha 14 anos. Aqui estão 2 desenhos que ele fez numa mesma aula e de uma mesma colega. Nos desenhos pode-se, ver anotado: 4:00 no desenho da esquerda e 4:30 no outro, indicando a hora e o minuto em que ele fez cada desenho. Portanto em meia hora ele deu um grande salto perceptivo.
O traço ainda estava pesado, mas o mais importante, foi o fato de que ele passou a ¨ver¨ de outra forma. Recomendo a todos que vejam, no texto 012, dois de seus maravilhosos desenhos, 7 anos depois.
Nelson hoje é designer e tem 2 Sites que eu também indico: http://www.lanalapa.com.br/ e o http://animafoto.com/.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 7 de abril de 2008.

025 - O Pão de Açúcar e o Corcovado.

Caros leitores,

Este é mais um desenho do Samuel (ver texto 015). Foi feito em novembro de 1984. Eu gosto do enquadramento, do traço e principalmente dos barcos. Basta clicar em cima do desenho para vê-lo ampliado. Esta foi uma aula externa, bem próxima do MAM.
Aí estão o Pão de Açúcar e a Marina da Glória. O mais curioso é o título do desenho : Corcovado. Só reparei quando fiz a cópia xerox do desenho. Depois perguntei ao Samuel porque Corcovado e ele me respondeu : ¨Ih ! Errei !¨ e acrescentou brincando: ¨Acho que dei uma de turista. Ainda não sei bem quem é quem aqui no Rio de Janeiro¨. Samuel é Carioca, na época morava em Botafogo e é Neurologista.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 7 de abril de 2008.

domingo, 6 de abril de 2008

024 - Êta que cochilo bom !


Caros leitores,
Este é mais um desenho da Vania (ver textos 021 e 023).
Ela aproveitou o cochilo do seu colega e fez um ótimo perfil. Não me lembro o nome do dorminhoco, mas que foi engraçado, sem dúvida, foi. Ele tinha me prevenido que provavelmente iria dormir se por acaso posasse para ser desenhado. Havia passado a noite anterior em claro. Eu, é claro, aceitei, ainda mais sabendo que ele era arquiteto. Arquitetos muitas vêzes não dormem. Adoram passar noites em claro ¨dando uma virada¨, isto é, trabalhando.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.

023 - 3 tentativas da Vania.


Caros leitores,
Aqui estão 3 desenhos da Vania (ver texto 021). Os 3 perfis desenhados são os de uma mesma colega de turma. O desenho mais à esquerda é do dia 23/04/86. O do centro é tambem do dia 23, portanto uma nova tentativa na mesma aula. No desenho da direita feito no dia 30/04/86, uma semana depois dos outros dois, ela realmente consegue um resultado bem melhor que os anteriores.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.

022 - A Diolinda e o seu sobrinho Flavio.


Caros leitores,
Diolinda foi minha aluna no MAM em 1985. Veio de Minas Gerais para fazer meu curso. Era uma aluna aplicadíssima e eu creio que ela obteve um bom resultado.
Um ano depois eu lecionava no Centro de Pós-Graduação da Faculdade da Cidade. Na primeira aula do curso, eu sempre fazia uma palestra e encerrava com uma projeção dos desenhos de ex-alunos.
No meio de uma projeção eu ouvi uma exclamação:
¨Uai ! Tia Diolinda fez este curso ? ¨. Era seu sobrinho Flavio, que reconhecera a tia.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.

021 - Vania antes e depois.

Caros leitores,
Aqui está a Vania. Ela foi minha aluna num curso particular em 1986. A cópia do auto-retrato da esquerda era uma xerox péssima, mas era o que eu tinha. Esta cópia em xerox foi escaneada. Quando eu dei um contraste no Photoshop para aparecer um pouco do desenho, a data praticamente sumiu. Não preciso enganar ninguém, a data é aquela mesma.
O auto-retrato da direita indica um grande avanço, em menos de um mês. Tenho outros desenhos dela, com datas próximas destes, e os publicarei em breve. Vocês verão que o seu progresso foi muito rápido.
Até a próxima,
Santa Teresa,Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.

020 - O Alto Astral da Moema.


Caros leitores,
Esta é a Moema. Ela estava sempre assim. Calma, descontraída, feliz. Passava uma energia ótima e contagiante. O curso para ela, era um ¨grande barato¨. Foi minha aluna no MAM em 85.
O seu auto-retrato diz tudo, portanto nada mais a acrescentar.
Até a próxma,
Santa teresa, Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.

019 - A Ana Beatriz vista pela Mônica e pelo Luis.


Caros leitores,
Aqui está a Ana Beatriz posando. Se não me engano ela ainda não cursava arquitetura. Os desenhos são da primeira turma do meu curso no MAM em outubro de 1984. O desenho da Mônica é o da esquerda. Ela já desenhava bem antes do curso. Quando ela terminou as aulas me disse que se sentia mais segura e com muito mais facilidade ao desenhar. Ela achou também que passou a ser muito mais rápida. Quanto ao Luis, eu me lembro bem que ele deu um bom salto qualitativo. Notem a semelhança da Ana Beatriz na visão de cada um deles.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.

sábado, 5 de abril de 2008

018 - O Samuel visto pela Ana Beatriz.

Caros leitores,
( Blog é uma coisa meio esquisita, meio ao contrário. Você começa a ler o primeiro texto que aparece e muitas vêzes ele pode estar relacionado com textos que estão abaixo e portanto ainda não apareceram na tela. Neste blog, é do meu interresse que os textos tenham uma certa sequência e às vezes que sejam mesmo uma continuação. Aconselho, então, a todos que estão me visitando pela primeira vez que, antes de ler este texto, ¨desçam¨ ou procurem nas Postagens mais antigas, e leiam o texto 015. Assim ficará mais fácil saber, por exemplo, quem é o Samuel ).
Este é o Samuel, o ¨Van Gogh¨, outra vez. Só que desta vez, ele está com cara só de Samuel. O desenho é da Ana Beatriz.
As proporções estão muito boas e a semelhança é bem maior que a do auto-retrato de perfil que o próprio Samuel fez. No entanto o traço do Samuel era muito mais expressivo. Mas, também, é importante saber que a Ana era muito jovem e ela mesma se dizia muito insegura ainda.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 5 de abril de 2008.

017 - Andó, o amigo do Arakaki.





Caros leitores,

 
Este é o Andó. Um jovem japonês que só falava japonês. Ele tinha acabado de chegar do Japão, não falava inglês muito menos português. Apareceu no MAM quando eu lancei o curso em outubro de 1984. Veio trazido pelo Arakaki, estudante da ESDI que já tinha feito uns 3 cursos comigo.
Arakaki o inscreveu e disse para eu não me preocupar. Andó estava morando na sua casa e de noite ele lhe explicaria os exercícios. Arakaki já tinha sido meu aluno neste curso e tinha tudo muito bem anotado. Ele insistiu para que eu não me preocupasse com o seu amigo e que eu desse o curso como se ele não existisse (coitado do Andó). O que ele queria era que o Andó não atrapalhasse ninguém. E assim foi. O Andó não ia entender ¨patavina¨ e eu ¨toquei o bonde¨.
De vez em quando eu dava uma força pra ele. Era pura mímica, complicada e divertida. O resultado aí está, acho que deu certo. Seria muito engraçado se depois de tudo isto o Arakaki me confessasse que ele, Arakaki, não falava nada de japonês.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 5 de abril de 2008.

016 - A minha Thonet vista pelo Guilherme.


Caros leitores,
Esta é a minha Thonet, a minha cadeira de trabalho desde 1972. Resolvi comprá-la só porque Le Corbusier trabalhava num modelo igual. Acho que Dr. Lúcio e Oscar Niemeyer também usavam esta cadeira.
De nada adiantou, é claro, pois nem arquiteto eu quiz ser. Mas para desenhar, serviu e serve até hoje. Eu gosto muito da sua altura em relação a mesa. O meu aluno Guilherme, a desenhou meio esquisita no dia 1 de março de 84 num curso que dei no meu escritório. No dia 17 de abril de 84 ele acertou em cheio.
Um bom desenho, graças mais uma vez, a percepção eficiente dos vazios internos e externos. Guilherme estudava arquitetura e estava no último ano da faculdade.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 5 de abril de 2008.

015 - Samuel o Van Gogh do MAM.


Caros leitores,
Samuel foi aluno da minha primeira turma do MAM / RJ em outubro de 1984. São seus os desenhos tipo antes e depois na apresentação deste Blog. Ele se destacou pela dedicação e pelas falas extremamente espirituosas, eu diria mesmo hilárias.
Ele está aqui ao lado de Van Gogh porque após ter feito o seu auto-retrato de perfil, não deu outra, para a turma ele passou a ser o Van Gogh do MAM. Em 2001 encontrei Samuel no Clipper no Leblon. Ele me saudou efusivamente: ¨Grande Mestre, preciso novamente das suas aulas, quero ser pintor¨. Tomamos um chope, conversamos um quase nada pois ele estava muito apressado, trocamos telefones e ele muito agitado se despediu. Montou numa fantástica Harley-Davidson e gritou para mim : ¨Um dia vou ser pintor¨. Sumiu em segundos.
Assim são os gênios: inconfundíveis!
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 5 de abril de 2008.

014 - As cadeiras do Clemente.


Caros leitores,
Em outubro de 1984, lancei publicamente o curso ¨Desenho com o Lado Direito do Cérebro - Método Betty Edwards¨ simultaneamente no MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e no IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil). Foi um sucesso. No MAM formaram-se duas turmas ou dois cursos com 30 alunos cada e no IAB um curso com mais de 20 alunos.
Clemente, um advogado, foi meu aluno da turma do IAB. A cadeira da esquerda foi desenhada no dia 7 de outubro. Ela tinha 4 pés mas o Clemente só viu 3 e além disso ela tem os pés mais próximos alinhados numa invisível reta horizontal, exatamente como as crianças representam a ¨linha do chão¨. A segunda cadeira, a do dia 23, já é um desenho quase perfeito. Ela está ¨pousada¨, sem que eu tenha ensinado nada de perspectiva ou sobre ponto de fuga.
Qual o segredo deste avanço perceptivo tão rápido ? A percepção do Vazio ou da forma do espaço que envolve toda a cadeira. Os chineses chamam de a ¨não-cadeira¨. Não sei como os japoneses o chamam, mas o Mestre Shoji Kamei o chamava de Vazio há quase meio século atrás, nas aulas de desenho do Curso Bahiense no Rio de Janeiro.
Até a proxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 5 de abril de 2008.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

013 - O antes e o depois da Regina


Caros leitores,
Estes são os auto-retratos da Regina, antes e depois. O ano é de 1986, portanto este curso ocorreu no Centro de Pos-Graduação da Faculdade da Cidade. Lembro-me que Regina me disse que havia cursado Belas-Artes, alguns anos antes. O desenho da esquerda tem a simbologia característica do desenho infanto-juvenil. Ela se desenha bem mais jovem. Seu rosto lembra o de uma boneca. No da direita, ela aparenta a sua idade real. É um desenho adulto, de quem sabe desenhar. Em menos de dois meses é difícil dizer que foi a mesma pessoa que fez o dois desenhos.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 5 de abril de 2008.

012 - Coltrane e Picasso por Nelson Porto.



Caros leitores,
Estes fantásticos desenhos foram feitos por meu filho Nelson num bloco que ele levou para a Europa em 1999, aos 20 anos de idade. Quando ele voltou, mostrou seus desenhos e eu levei um susto !!! Telefonei para ele agora há pouco pedindo autorização para colocar estes 2 desenhos neste blog. Falei que o fato dele ter sido meu aluno aos 13 anos, não contava e que ele desenharia assim de qualquer maneira independentemente de ter sido meu aluno. Ele insistiu que não. Que só desenhava assim porque aprendeu cedo a ver e a desenhar comigo e que o resto veio com muita ¨ralação¨ mesmo. Pode até ser, mas às vezes eu penso ¨filho de peixe, peixinho é¨. Como eu acho ele uma ¨fera¨, ele está mais pra tubarão do que pra peixinho.
Até a próxima,
Santa teresa. Rio de Janeiro, 4 de abril de 2008.

011- Shoji Kamei e o ¨Caminho do Vazio¨.

No início da década de 60, Shoji Kamei já ensinava o caminho do Vazio. Fazia ver a seus alunos a importância de se perceber o espaço entre as coisas, o Vazio.
Shoji, é um arquiteto nipo brasileiro, que em 1962, foi professor de desenho de meu irmão Carlos Porto , num curso pré-vestibular de arquitetura do Rio de Janeiro. Seus desenhos e o seu traço tem a pureza e a suprema beleza de um jardim Zen. Ainda muito jovem, ensinava com extrema elegancia. Possuia a simplicidade dos Mestres. Nasceu Mestre! No ensino do desenho é o melhor que já vi.
Só conheci Shoji Kamei, em 1971, quando éramos colegas de trabalho no Curso Vetor. Ele como professor de Desenho e eu como professor assistente da cadeira de Física. Às vezes ele me convidava para assistir as suas aulas.
Shoji sabia das minhas notas dez em desenho nos dois exames vestibulares que fiz, e não entendia o fato de eu insistir em ser professor de física e não de desenho. Eu o tratava como Sensei,
O Mestre, e ele me devolvia a gentileza. Uma vez, brincando comigo disse: - Já que você me considera um Mestre por que não vai ser professor de desenho de um curso concorrente ? Assim terei um adversário à altura. Naquele instante, o Rio de Janeiro virou Japão e nós dois, Samurais de Akira Kurosawa.

Para o Mestre Shoji Kamei.

Santa Teresa, Rio de Janeiro, 4 de abril de 2008.

009 - Meu aluno Pedro e os Neurocientistas.

Caros leitores,

Aqui estão 3 desenhos do aluno Pedro de Araújo Lima. Pedro fez o meu curso no IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) no final de 84, início de 85. Nesta época, eu ainda era um entusiasta do trabalho da Professora Betty Edwards. Temos aí em cima os já clássicos antes/depois, e embaixo o desenho que ele fez de sua filha. Pedro é neurologista e somos amigos até hoje.
Por ser neurologista, um estudioso, e ter ficado entusiasmado com o curso, ele fez cópias e me deu dezenas de artigos sobre a lateralização das funções cerebrais, assinados pelos maiores especialistas de todo o mundo. Eu já tinha alguns, escritos por Roger Sperry, Jerre Levy, Michael Gazzaniga e outros ( todos norte-americanos) e, principalmente, um de Vadim Deglin, neurocientista da extinta União Soviética. O material do Pedro foi um reforço muito importante naquela época.

Hoje com a internet tudo ficou muito mais fácil. Praticamente todos os artigos de Roger Sperry ( Premio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1981) estão disponíveis gratuitamente num Site. Para mim, foi muito importante ter lido tudo o que eu conseguia (evidentemente apenas artigos assinados por cientistas). Não queria ficar limitado às simplórias explicações da professora Betty Edwards em seu livro Desenhando com o Lado Direito do Cérebro e, muito menos, às curtas e fraquíssimas matérias, publicadas nas revistas de divulgação científica e nas seções de ¨Ciência¨ dos jornais.
Se você embarca numa canoa, verifique bem se ela não está furada. Eu dou este conselho exatamente porque eu só pude verificar depois. Isto ocorreu exatamente no final de 85, quando li o artigo ¨Right brain, Left Brain: Fact and Fiction¨ da cientista Jerre Levy em que ela critíca direta e duramente o trabalho da professora Betty Edwards. O artigo saiu na revista Psychology Today de maio de 1985.
Para quem não sabe, Jerre Levy dedicou praticamente toda a sua carreira profissional ao estudo da laterização das funções cerebrais. Foi aluna, assistente e colaboradora de Roger Sperry. Participou ativamente das pesquisas com os chamados ¨pacientes de cérebro bipartido¨. Hoje em dia é considerada uma das maiores autoridades mundiais neste assunto. A partir da leitura do seu artigo, mudei minha visão em relação ao trabalho de Betty Edwards.
Por agora é só. Como este é um tema muito complexo, prefiro retomá-lo futuramente.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 4 de abril de 2008.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

008 - Auto-retrato feito em sala.

Caros leitores,
Este é um auto-retrato que fiz em sala num curso que dei na PUC em 2005. A aluna no fundo, apenas esboçada, é a Teresa que acabou ficando com este desenho. Eu procuro sempre desenhar durante as aulas. Desenho e explico ao mesmo tempo tudo que me ocorre na mente em relação ao desenho, principalmente as estratégias que estou usando. Acho este um ótimo exercício para os alunos. Desenhei até hoje centenas deles e sempre dei meus desenhos para os retratados.
No meu modo de pensar, seria muito bom se os professores das faculdades de arte, desenho industrial e arquitetura fizessem isto também: desenhar na frente dos alunos. Este é um conselho que dou para todos os professores que foram meus alunos. O aluno se sente muito mais seguro quando percebe que o professor sabe fazer o que ensina e sabe ensinar o que faz. Só pode ensinar desenho quem sabe desenhar. Os alunos sabem disso.
Até a próxima,
Santa teresa, Rio de Janeiro, 3 de abril de 2008.

007 - A mão esquerda da Rozanne.


Caros leitores,
Rozanne foi minha aluna em 1984 num curso experimental que dei na UERJ. O desenho do lado esquerdo ela fez olhando para a sua mão esquerda no dia 19 de agosto. Os dedos parecem de borracha. Na aula seguinte, dia 23 de agosto, após fazer alguns exercícios de percepção e desenho, ela desenhou novamente a sua mão e o resultado está aí no lado direito.
Eu lembro que quando ela viu o primeiro desenho, começou a rir dizendo que não estava acreditando pois o segundo estava muito melhor que o anterior. Infelizmente este curso foi interrompido no meio. Não me lembro porque. Dele guardo este desenho e a lembrança do sorriso da Rozanne.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 3 de abril de 2008.

006 - O salto do meu filho André Porto.


Caros leitores aqui estão 2 desenhos de meu filho André. Ele foi citado nos dois últimos textos, ou seja nos que estão aí em baixo. O primeiro desenho é o seu auto-retrato feito no dia 23 de maio de 83, na primeira aula do meu curso. O segundo é um desenho que ele fez do meu perfil no mes de outubro de 83, 3 meses após ter terminado o curso. Em outubro de 83 ele ainda não tinha 13 anos.
Se o hemisfério direito do seu cérebro ficou mais ¨bacana¨ ou mais ¨ativo-inteligente-criativo, etc e tal¨, não tenho a menor idéia e nem como provar. Sou professor de Desenho e não Neurocientista e além do mais não tinha e não tenho acesso a equipamentos que pudessem ou possam me fornecer alguma prova neste sentido.
O que me interessa é que ele aprendeu a desenhar bem o real.
O resto, este folclore todo em torno do hemisfério direito, na minha opinião, é fruto da desinformação causada pela simplificação com que a maior parte da mídia trata a complexidade dos assuntos científicos, criando uma espécie de manual-de-ciência-de-mesa-de-bar, que beira a cultura de almanaque.
Até a próxima,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, 3 de abril de 2008.